Entenda mais sobre os quatro tipos de vacinas aplicadas no Brasil contra a Covid-19

Por Redação, Agenda News

Publicado em 19/07/2021 14h26 - Atualizado em 19/07/2021 17h10

Entenda mais sobre os quatro tipos de vacinas aplicadas no Brasil contra a Covid-19 Reuters/Siphiwe Sibeko/Direitos Reservados
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A campanha de vacinação contra a covid-19 completou seis meses e os benefícios da imunização no combate à pandemia já estão sendo percebidos. Pela primeira vez desde dezembro de 2020, nenhum estado brasileiro está com mais de 90% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados.  Quatro vacinas contra a doença estão sendo usadas no país – AstraZeneca, Pfizer, Janssen e CoronaVac – e a proteção conferida por esses imunizantes também está se refletindo na queda de internações e casos graves em idosos.

Estudos confirmam a eficácia desses imunizantes e todas protegem contra casos graves da covid-19. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) todas as quatro vacinas foram submetidas a rigorosos protocolos de testagem, com resultados checados por agências reguladoras de credibilidade reconhecida, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo de desenvolvimento de uma vacina inclui testes em laboratório e três etapas de testes em humanos, envolvendo milhares de voluntários, e os resultados são analisados pela comunidade científica e por órgãos reguladores de diferentes países.

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Entenda como funciona cada tipo de vacina aplicada no Brasil:

 

CoronaVac

A primeira vacina contra o SARS-CoV-2 aplicada no Brasil fora dos testes clínicos foi a CoronaVac. Ela foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, que foi parceiro do Instituto Butantan nos testes e na sua produção.

O imunizante é o único dos utilizados até o momento no país que se baseia em uma tecnologia que já era usada no Programa Nacional de Imunizações. Trata-se de uma vacina de vírus inativado, que contém o microorganismo "morto", para que nossas defesas consigam conhecê-lo e se preparar para uma infecção.

A CoronaVac requer duas doses, que devem ser aplicadas em um intervalo de duas a quatro semanas, segundo a bula, que foi aprovada com autorização de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mais de 44 milhões de doses já foram aplicadas até agora e outras 100 milhões já foram contratadas pelo Ministério da Saúde (MS).

 

 Oxford/AstraZeneca

Ainda em janeiro, o Brasil também aplicou a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19. As primeiras usadas no país vieram do Instituto Serum, na Índia, mas, a partir de março, chegaram aos postos de vacinação as doses produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

Também chamada de vacina de Oxford, Covishield e vacina covid-19 (recombinante), a Oxford/AstraZeneca foi uma das primeiras vacinas de vetor viral a serem usadas em campanhas de vacinação no mundo, junto da Janssen e da Sputnik V. O nome vetor viral significa que outro vírus é usado para transportar as informações genéticas do SARS-CoV-2, que farão nossas defesas reagirem. No caso dessa vacina, o vetor usado é um adenovírus de chimpanzé que não é capaz de se replicar e foi modificado em laboratório.

Mais de 52 milhões de doses já foram aplicadas até agora e outras 70 milhões devem ser produzidas ainda este ano com mais lotes de IFA importado. Além disso, cerca de 50 milhões de doses dessa vacina devem ser inteiramente fabricadas no país até o fim de 2021. Além disso, mais 14 milhões da vacina devem chegar ao Brasil por meio do consórcio internacional Covax Facility, ao qual o governo encomendou vacinas para cerca de 10% da população.

 O esquema vacinal proposto prevê duas doses, aplicadas com intervalos de quatro a 12 semanas.

 

Pfizer/BioNTech

Começou a ser usada no país em maio, mas também foi testada em brasileiros no ano passado. A plataforma tecnológica por trás dessa vacina é considerada inovadora, já que as doses contêm apenas partículas de RNA mensageiro do coronavírus produzidas sinteticamente. Esse ácido nucleico sintético leva informações que permitem que nossas células repliquem a proteína S e a reconheçam para preparar as defesas do organismo.

O governo brasileiro contratou junto à Pfizer a importação de 200 milhões de doses, sendo 100 milhões até setembro e mais 100 milhões no último trimestre do ano. Além disso, 842 mil doses chegaram ao Brasil via Covax Facility.  Até 15 de julho, 11 milhões de doses dessa vacina haviam sido aplicadas.

A vacina da Pfizer também requer a aplicação de duas doses, cujo intervalo sugerido pelo fabricante é de 21 dias. No Brasil, o prazo para recebê-la é 12 semanas depois da primeira.

 

Janssen

Assim como a Oxford/AstraZeneca, a vacina da Janssen foi testada no Brasil e em outros países e apresenta a tecnologia de vetor viral, com base em um adenovírus de humanos, em vez do vírus de chimpanzés. A principal diferença dessa vacina em relação às demais é o seu esquema vacinal, que prevê uma dose única, em vez de duas doses. Além disso, a Janssen não é produzida no Brasil e chega ao país já pronta para aplicação.

Mais de 3,6 milhões de doses foram aplicadas até 15 de julho, segundo o LocalizaSUS. O Brasil recebeu no mês passado de três milhões de doses que foram doadas pelos Estados Unidos, e, até o fim do ano, devem chegar 38 milhões de doses compradas pelo governo brasileiro.

Fonte: EBC



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