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Educação | Terça-feira

“Não queremos inclusivismo”, queremos inclusão!

Por Maria Angela Gomes, Agenda News

Publicado em 08/09/2021 09h33

“Não queremos inclusivismo”, queremos inclusão! GPE/SECOM
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Recentemente uma declaração do Ministro da Educação, Milton Ribeiro, acerca da inclusão ganhou repercussão. O então Ministro afirmou: “não queremos inclusivismo”. A fala de Milton enquanto Ministro da Educação é no mínimo preocupante, mas antes de problematizarmos tal posicionamento precisamos compreender o que é a “Lei de Inclusão”, a quem ela atende e quais são seus reais problemas, que já adianto, de forma alguma é o estudante “contemplado” ou os estudantes que a rodeiam. 

A educação inclusiva é uma conquista recente no Brasil e que está em constante evolução. De acordo com a lei 13.146 de 2015, conhecida como “Lei da Inclusão” toda e qualquer pessoa que possua necessidades especiais ou específicas deve ser incluída em todos os níveis educacionais, sejam públicos ou privados, sem precisar pagar a mais por isso. É verdade que para que o acesso a educação de todas as pessoas com suas diversas especificidades seja feito de forma horizontal ainda precisamos de muitas adaptações, tanto físicas como de preparo dos profissionais que constituem o sistema educacional. 

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De forma mais clara o que acontece nos últimos cinco anos, desde a Lei 13.146, é um trabalho de adaptação para que os direitos sejam garantidos, que inclui a desconstrução do pensamento de exclusão, que levava crianças e adolescentes as chamadas “escolas especiais” e o movimento contrário, que é justamente incluir e não separar. E se você pensar que a lei de inclusão é um benefício de crianças especiais, estará extremamente equivocado. A inclusão escolar é um benefício de todos e para todos, pois se compreende que conviver com a diversidade é um benefício, algo que vem a aprimorar nosso crescimento pessoal e coletivo enquanto sociedade, afinal, pessoas com necessidades especiais fazem parte não só da escola, mas da sociedade. 

Diante disto podemos afirmar que ser contra a inclusão é ser contra o desenvolvimento da sociedade; é estar ao lado do preconceito, da discriminação. Quando algum governante afirma ser contra a inclusão está prestes a fechar as portas do que realmente precisamos: incentivo financeiro, incentivos fiscais, incentivo a especialização de profissionais, incentivo a novas ideias. Precisamos de pessoas que lutem por nossas causas e que lutem para uma sociedade mais justa e igualitária, afinal, sobre desigualdade nosso povo já entende. Por fim, não queremos “inclusivismo”, queremos educação, queremos inclusão! Educação muda o mundo!



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Maria Angela Gomes

Petropolitana, professora de História, mestranda em História Social e atua na área de educação há 04 anos com reforço escolar e educação multidisciplinar. Redes Sociais: Facebook Instagram