A iniciativa, que já existia na escola e foi fortalecida ao longo dos anos, pelas mãos do professor Joaquim Eloy, ganhou novos contornos com a atuação da professora Christiane Carvalho, que reúne em sala de aula uma trajetória de quase quatro décadas dedicadas à arte. “A proposta é formar atores, mas também acolher quem não quer seguir a carreira. O teatro é um espaço de autoconhecimento, de expressão e de domínio dos sentimentos. É como uma terapia, onde a pessoa aprende a se comunicar melhor, a se relacionar e a entender a si mesma”, afirma a professora.
A metodologia aplicada reflete essa amplitude. As aulas trabalham expressão corporal, voz, improvisação, criação de textos autorais e diferentes linguagens teatrais, dialogando com referências clássicas e contemporâneas. “A gente reúne técnicas de vários mestres, trabalha com música, com o corpo, com a imaginação. É um processo muito rico, porque cada aluno também cria e participa ativamente dessa construção”, explica Christiane.
Outro diferencial está na própria estrutura da escola, que oferece ao aluno uma formação artística integrada. Inserido em um ambiente que reúne música, canto e dança, o teatro dialoga com outras linguagens e potencializa a formação completa do artista. “O aluno pode fazer teatro, música, canto e dança no mesmo espaço, o que amplia muito as possibilidades. É uma formação artística muito mais completa”, destaca a professora.
As aulas são abertas a todas as idades, a partir da infância até a terceira idade, e atendem tanto iniciantes quanto alunos com experiência. Essa diversidade de perfis reforça o caráter inclusivo da proposta. “Tenho alunos que querem seguir carreira, outros que buscam o teatro como terapia ou desenvolvimento pessoal. O teatro oferece isso: ele serve para todos”, ressalta.
Para a presidenta voluntária da instituição, Janine Meireles, a presença do teatro reafirma a missão da escola como um espaço de formação cultural integral. “As aulas de teatro fazem parte do legado da nossa instituição, que sempre teve o compromisso com a arte em suas múltiplas expressões. É uma alegria ver esse trabalho crescer e impactar tantas vidas, não apenas formando artistas, mas formando pessoas mais sensíveis, seguras e preparadas para o mundo”, afirma.
Ela também destaca o papel transformador da atividade. “O teatro desenvolve disciplina, empatia, comunicação e autoestima. É uma ferramenta poderosa de educação e de cidadania, e reforça a importância da Escola de Música Santa Cecília como um polo de formação artística e humana”, completa Janine Meireles.
Nesse contexto, o teatro se consolida não apenas como uma linguagem artística dentro da escola, mas como um instrumento de transformação individual e coletiva, reafirmando o compromisso da instituição com a cultura, a educação e o desenvolvimento pleno de seus alunos.
Mais informações podem ser obtidas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, na sede da Escola de Música Santa Cecília, localizada na Rua General Osório, 192, Centro de Petrópolis, pelo telefone e WhatsApp (24) 2242-2191 ou pelas redes sociais @emusicasantacecilia (Instagram) e @santaceciliapetropolis (Facebook).
SERVIÇO
Escola de Música Santa Cecília
Rua General Osório, 192
(25620-160) Centro, Petrópolis – RJ
Google Maps: https://goo.gl/maps/y3euNmLBzsfcwtXv8
Telefone/ Whatsapp: (24) 2242-2191
Instagram: @emusicasantacecilia (https://www.instagram.com/emusicasantacecilia/)
Facebook: @santaceciliapetropolis (https://www.facebook.com/santaceciliapetropolis)
SOBRE A ESCOLA DE MÚSICA SANTA CECÍLIA
A Escola de Música Santa Cecília, foi fundada em 16 de fevereiro de 1893, pelo professor de música João Paulo Carneiro Pinto, pernambucano talentoso e músico conhecido por sua excelência, atestada por uma das suas premiações, a “Medalha de Ouro” do Conservatório de Música do Rio de Janeiro. O professor, trazido para Petrópolis pela Família do Barão Araujo, que venerava Petrópolis, assim como outras tantas famílias que tinham a cidade como refúgio do calor e dos problemas de saúde que enfrentavam na então capital do Brasil, Rio de Janeiro.
Além disso, com a industrialização, na última década do século XIX, Petrópolis atraiu trabalhadores do exterior, como também de todo país, estabelecendo uma união estreita da cidade com os mineiros imigrantes, através do trem de ferro. A República, recém instaurada, sofria pressões políticas, e a Revolta da Armada contra o governo de Floriano Peixoto feria a paz, estando decidida a mudança da capital do Estado do Rio de Janeiro para Petrópolis. Os verões alegres da cidade, a tranquilidade, o ambiente saudável, a garantia de emprego, tornaram-se atrativos para uma nova população que pouco a pouco integrou-se aos colonos alemães.
Por causa de toda esta ebulição, o músico João Paulo Carneiro Pinto, abandonou a vida carioca, fixou residência em Petrópolis, onde inaugurou um ensino de música para 34 crianças bem dotadas musicalmente e, principalmente, sem recursos, na escola que leva o nome da padroeira da música, Santa Cecília. Passando de um prédio a outro de doações e subvenções do poder público e do empresariado, a Escola foi inicialmente acolhida no Hotel Bragança, que nada cobrava do maestro.
A escola de Paulo Carneiro tornou-se presença obrigatória em toda a vida cultural e festiva de Petrópolis, não só pelo ensino como pela orquestra, participante efetiva de todas as festividades públicas e particulares. A extraordinária e muito respeitada figura do maestro foi presença marcante na vida petropolitana. Ao falecer, a 10 de setembro de 1923, seu último pedido a amigos e devotados auxiliares: Não deixem morrer a minha Escola!
Na manhã de 23 de setembro de 1923 reuniram-se esses amigos com Sanctino Carneiro, filho do maestro, que abriu mão de todos os bens do pai – representados por instrumentos musicais e a própria escola – iniciando a organização da sociedade civil, hoje conhecida como a Escola de Música Santa Cecília.
De prédio em prédio, a sociedade adquiriu, por fim, uma pequenina casa na rua Marechal Deodoro, número 192, esquina da Rua Marechal Deodoro com a Rua General Osorio, onde se instalou com cursos musicais, abrindo seu salão para atividades artísticas em geral, que abrigavam também um cineteatro. Graças a uma campanha sólida de arrecadação junto à população petropolitana, em 1950 o pequeno prédio foi demolido e as obras começaram. Durante o período de construção, a escola funcionou no Palácio de Cristal. Cinco anos depois, em 1955 foram inaugurados o Edifício Paulo Carneiro e o Teatro Santa Cecília, consolidando o sonho do Maestro Paulo Caneiro.
Dentre as centenas de alunos, professores e dirigentes, que passaram por seus bancos escolares e administrativos, destacam-se três notáveis personalidades musicais, todos petropolitanos natos, representantes de três fases da Escola: da primeira (século XIX), a pianista Magdalena Tagliaferro, aluna do maestro Paulo Carneiro; da segunda (primeira metade do século XX), o maestro, pesquisador e compositor César Guerra-Peixe; e da terceira (segunda metade do século XX), o maestro, compositor e pesquisador Ernani Aguiar.
COMUNICAÇÃO LIVRE
Carla Coelho
Jornalista e Produtora Cultural
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25.710-195 Cascatinha – Petrópolis/ RJ
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