Pantera Negra – Wakanda para sempre

Por Edgar Borges, Agenda News

Publicado em 10/11/2022 15h06

Pantera Negra – Wakanda para sempre Divulgação
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O último longa da chamada “Fase 4” do Marvel Studios, chega hoje aos cinemas, com a responsabilidade de superar seu antecessor, e a trágica perda de seu protagonista original, o finado Chadwick Boseman. Será que ele consegue ? À convite da Marvel Brasil, o Agenda News Geek conferiu o filme na última terça-feira, em sessão fechada para a imprensa, e responde a pergunta no texto que segue, sem spoilers.

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Bem vindos de volta à Wakanda 2.0

Pantera Negra WPS, começa com um soco no estômago, necessitando resolver de imediato, a grande questão da morte de seu rei, T´Challa. O fortíssimo golpe dado não apenas em seus protagonistas, mas, principalmente, na audiência, rouba nosso ar, e corta nosso fôlego.

A resolução, é o que dita o desenrolar dos fatos, e permite que daqui em diante, tenhamos gratas surpresas com elenco e roteiro.

Na ausência de seu rei, caberá à Rainha Ramonda (Angela Basset), proteger e guiar sua nação diante e por entre os adversários, que cientes da ausência de seu principal protetor, o Pantera Negra, ousarão buscar a maior riqueza do país, o Vibranium, em quaisquer lugares possíveis.

Este, ponto, interliga a chegada de dois novos nomes ao MCU, Namor (Tenoch Huerta) e Riri Williams (Dominique Thorne). Cada um, por uma razão diferente, mas que se cruzarão mais adiante.

 

Fardos da realeza

É necessário, porém, voltarmos o foco para a já mencionada Rainha Ramonda, e a Princesa Shuri (Letitia Wright), por um momento, para entendermos, que ao conhecermos o Pantera Negra, em “Capitão América : Soldado Invernal”, testemunhamos uma relação afetuosa entre pai e filho, que motivou a perseguição vingativa de T´Challa ao responsável pela morte de seu pai. Com Shuri, acontece o mesmo, pois a perda de seu irmão, transformou a dócil e carismática cientista numa rocha sólida perante os demais em seu luto.

A partir de um momento entre mãe e filha, Namor adentra a trama, oferecendo uma perspectiva ao mesmo tempo interessante, e semelhante com Shuri, sendo este, outro aspecto interessantíssimo da dualidade entre ambos.

 

Representatividade cultural

Abordando os aspectos técnicos gerais, cabe ressaltar que as tradições africanas apresentadas no filme anterior, retornam com maior exuberância, indo desde o funeral de T´Challa, passando por suas vestimentas e ornamentos, chegando até as músicas escolhidas para ambientação quando em solo wakandano.

O mesmo vale para Namor e seus guerreiros, do reino submerso de Talokan. A riqueza nos detalhes da cultura asteca é representada na tela, de forma à dar vigor ao seu regente, seu povo e suas tradições.

Em tempos de polarizações de qualquer espécie, e o chamado “Movimento Woke” , Pantera Negra WPS, acerta, e muito, ao dar espaço, protagonismo, e valorizar a representatividade cultural de negros e latinos na tela, de forma natural, com o devido respeito aos talentos que estão na tela.

 

Marvel : a expansão do Streaming e novas adesões

Se, de um lado, sabemos que Namor veio para ficar, o mesmo vale para Riri Williams, que chega com uma alegria genuína e exuberante, apresentando uma personagem com potencial de inspirar uma próxima geração de fãs de Tony Stark.

Antigos personagens dão a relevância ao desenvolver da trama, tais como : M´Baku (Winston Duke), líder da tribo Jabari, que ganha novos contornos e camadas, na proximidade que têm no Conselho do Reino. Além dele, Everett Ross (Martin Freeman), serve como elo entre produções do Disney Plus, ao provocar a chegada de um rosto bem conhecido. Destaco também, as forças da General Okoye (Danai Gurira) e da ex-espiã Nakiia (Lupita Nyon´Go), mulheres de fibra, cada uma a seu modo, empregando a sutil importância de suas colocações na hierarquia de Wakanda, à favor de seus superiores.

 

Yibambee : Yibambee !

O famoso grito de guerra, entoado por T´Challa, que no dialeto africano Xosa quer dizer “Resistir !”, tem significado crucial dentro da trama, pois contudo que aqui expus, Pantera Negra WPS, é mais que um simples longa de super herói. É uma jornada emocional de dor, e o que fazemos com ela, como ela nos transforma, e como saímos deste luto.

Mais que isso, os acontecimentos, alguns, que propositalmente omiti no texto (para seu bem), nos fazem criar forte empatia com o trio principal, Rainha Ramonda, Shuri e Namor, de forma que percebemos que, às vezes, nós podemos descomplicar o dificultoso, se entendermos que somos espelhos de nossas próprias dores no outro.

As atuações de Basset e Wright, merecem destaque total, com a 1ª, por que não, indicada para uma possível corrida ao Oscar. Já, para Huerta, filme solo de Namor para ontem.

 

Para nosso amigo, Chadwick Boseman

Pantera Negra – Wakanda para sempre, encerra a “Fase 4”, de forma soberba e impecável, num ano onde a Marvel teve gratos acertos, mas, ainda assim, erros crassos.

Com um belíssimo enredo, fotografia primorosa, e trilha sonora revigorante, peca muito, mas muito pouco, de forma quase imperceptível, provando que todos atuaram, seja na frente, ou por detrás das câmeras, o fizeram pelo finado e querido ator, que nos deixou, vítima de um câncer de cólon.

Aviso, entretanto, que existe apenas uma cena de meio de créditos, e deixo a recomendação para que leve um lenço consigo, pois as lágrimas serão inevitáveis.

Nota : 10

O Agenda News Geek agradece à Marvel do Brasil pelo convite para o filme.



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