Prefeitura de Petrópolis decreta intervenção total na gestão da Turp

Município amplia medida para assumir diretamente controles administrativos, financeiros e operacionais da empresa após descumprimentos de determinações do decreto anterior

Por Redação, Agenda News - Petrópolis

Publicado em 18/09/2026 09h59

Prefeitura de Petrópolis decreta intervenção total na gestão da Turp Arquivo/Agenda News Petrópolis
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Feirinha de Itaipava 10-2024

A Prefeitura de Petrópolis decretou a intervenção total na gestão da Turp, ampliando a medida que estava em vigor parcialmente há 120 dias. A decisão ocorre diante do agravamento da situação financeira e operacional da empresa e de sucessivos descumprimentos de determinações previstas no decreto anterior.

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A paralisação dos rodoviários, ocorrida nesta quinta-feira (17), é considerada mais um fato grave dentro do cenário enfrentado pela empresa, mas, segundo a Prefeitura, não foi o único motivo para a ampliação da intervenção.

Desde maio, a intervenção parcial vinha atuando para manter os ônibus em circulação, reorganizar a operação, acompanhar as condições da frota e estabelecer prioridades para a utilização dos recursos da empresa, especialmente para o pagamento dos trabalhadores e a manutenção do serviço de transporte público.

Durante o período de intervenção parcial, entretanto, parte significativa da administração da empresa permaneceu sob responsabilidade da gestão privada. Segundo a Prefeitura, ao longo dos últimos quatro meses foram identificadas situações em que decisões financeiras e pagamentos foram realizados em desacordo com determinações do decreto anterior.

Entre as regras estabelecidas estava a necessidade de preservar recursos para compromissos considerados prioritários, como o pagamento da folha, direitos trabalhistas dos funcionários e despesas essenciais para garantir o funcionamento diário do serviço.

Falta de informações também afetou a operação

A Prefeitura também aponta que a intervenção não teve conhecimento prévio ou acesso completo a algumas situações que tiveram impacto direto na operação da empresa.

Entre os casos citados estão processos de busca e apreensão envolvendo veículos utilizados pela Turp, o processo que resultou no despejo da garagem de Itaipava e a existência de passivos e obrigações de alto valor relacionados ao antigo grupo Turb.

De acordo com o município, a falta de acesso integral às informações dificultou a adoção de medidas preventivas e reduziu a capacidade da intervenção de agir antes que determinados problemas atingissem a operação e os trabalhadores.

Nos últimos meses, a situação financeira e operacional da empresa também teria se agravado, com problemas relacionados à manutenção e disponibilidade da frota, estrutura das garagens, falta de motoristas, sistemas administrativos e cumprimento de obrigações financeiras e trabalhistas.

Intervenção passa a ter controle direto

Diante desse cenário, a Prefeitura avaliou que não seria mais suficiente apenas acompanhar, fiscalizar e estabelecer prioridades. Com o novo decreto, a gestão interventora passará a ter poderes ampliados para atuar diretamente nos controles administrativos, financeiros e operacionais abrangidos pela medida.

Entre as primeiras ações previstas estão a centralização da autorização de pagamentos, a conferência do caixa e das contas da empresa, o levantamento das dívidas e obrigações trabalhistas, o controle de documentos e sistemas, a revisão de contratos e despesas essenciais e a reorganização dos trabalhos de manutenção e operação.

A situação dos trabalhadores continuará entre as prioridades da intervenção.

A gestão já possui um levantamento de férias, benefícios, folha de pagamento e outras obrigações pendentes. Com a ampliação dos poderes, esse trabalho poderá ser aprofundado, incluindo a conferência dos recursos efetivamente disponíveis e a definição das prioridades de pagamento de maneira mais direta.

Prefeitura diz que objetivo é reorganizar a empresa

A intervenção total não significa, neste momento, o encerramento da Turp nem a interrupção do serviço de transporte público. Segundo a Prefeitura, o objetivo é assumir os controles considerados necessários para reorganizar a empresa, preservar a operação e oferecer maior segurança aos trabalhadores e passageiros.

O município também esclarece que a ampliação da intervenção não representa uma decisão antecipada sobre o futuro da concessão.

Eventuais medidas como caducidade do contrato, substituição da operadora, encerramento da concessão ou transição para um novo modelo de operação deverão ser tratadas por meio dos instrumentos administrativos e jurídicos próprios, respeitando as decisões dos órgãos competentes.

Neste momento, a Prefeitura afirma que o foco será reorganizar a gestão, recuperar a capacidade operacional da empresa e garantir que os recursos disponíveis sejam direcionados às necessidades essenciais do transporte público e dos trabalhadores.



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