Carnaval pet friendly: cuidados essenciais para garantir a segurança dos cães na folia

Por Redação, Agenda News

Publicado em 10/02/2026 10h03

Carnaval pet friendly: cuidados essenciais para garantir a segurança dos cães na folia Divulgação
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O som dos blocos começa a ecoar pelas ruas, o glitter aparece nos rostos e, no meio da multidão, uma cena que já não causa estranhamento: coleiras coloridas, bandanas e patinhas acompanhando o ritmo do Carnaval. À medida que os eventos pet friendly se multiplicam nas cidades, os cães passam a ocupar um espaço mais visível na folia, acompanhando seus tutores em um Carnaval compartilhado.

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Essa presença reflete uma mudança no comportamento dos tutores brasileiros, cada vez mais dispostos a integrar os animais à vida social e aos momentos de lazer. O Carnaval, no entanto, acontece em pleno verão, período marcado por altas temperaturas, maior exposição ao sol e ambientes mais agitados. Para os cães, esse conjunto de fatores exige cuidados específicos.


Assim como os humanos, os cães sentem os efeitos do calor, da radiação solar e da umidade. No entanto, o impacto dessas condições no organismo dos pets costuma ser mais intenso em períodos de calor intenso. “O corpo do cão não dissipa o calor da mesma maneira que o nosso, o que aumenta o risco de desidratação e hipertermia”, explica Thaiane Ogeda, veterinária da Tudodvet.


Quando o calor deixa de ser apenas desconforto
Diferente dos humanos, os cães não transpiram pelo corpo. A regulação da temperatura acontece principalmente pela respiração e pelas patas, o que os torna especialmente vulneráveis em dias quentes. Durante o Carnaval, o asfalto aquecido, o sol intenso e a dificuldade de encontrar sombra podem transformar um passeio simples em um problema de saúde.


A pele também entra nesse alerta. Regiões com menos pelos, como focinho, orelhas e barriga, ficam mais expostas à radiação ultravioleta e podem sofrer lesões que nem sempre são percebidas de imediato.


Segundo Thaiane, a fotoproteção deve ser encarada como parte da rotina de cuidados. “Assim como os humanos, os cães também sofrem com os efeitos da radiação ultravioleta. A exposição ao sol pode causar queimaduras, manchas na pele e, em casos mais graves, o desenvolvimento de lesões cutâneas. O uso do protetor solar veterinário cria uma barreira de proteção e deve ser aplicado antes da exposição, com reaplicações ao longo do dia, especialmente após contato com água”, orienta.


Identificação e fantasias: cuidados que fazem diferença
Em ambientes com grande circulação de pessoas, é fundamental que o cão esteja identificado. Plaquinhas na coleira com nome e telefone do tutor ou outras formas de identificação ajudam em situações de fuga ou desencontro, comuns em meio à agitação da folia.
As fantasias, comuns nessa época, também exigem cuidado. “Elas precisam ser leves, confortáveis e não podem restringir movimentos, respiração ou causar aquecimento excessivo”, reforça a veterinária. Caso o animal demonstre incômodo, o ideal é retirar a roupa e priorizar o conforto.


Vale atenção especial também para bebidas alcoólicas e alimentos comuns em festas. A ingestão acidental de álcool, doces, chocolates ou petiscos temperados pode causar intoxicações e problemas gastrointestinais nos cães. A recomendação é manter esses itens fora do alcance dos animais e orientar as pessoas ao redor a não oferecerem comida inadequada.


Levar ou não levar: a decisão começa em casa
Nem todo cão se adapta bem ao barulho, à aglomeração e às mudanças bruscas de rotina típicas do Carnaval. Avaliar o temperamento do animal, sua idade e possíveis condições de saúde é essencial antes de incluí-lo na programação.


Planejar passeios em horários mais amenos, garantir hidratação constante e observar sinais de desconforto fazem parte desse cuidado. “Respiração muito ofegante, salivação intensa, apatia ou dificuldade para caminhar são sinais claros de que o animal pode estar sofrendo com o calor. Nessas situações, o ideal é interromper o passeio e buscar um local fresco”, alerta a veterinária.
Depois da folia, os cuidados continuam
Ao voltar para casa, os cuidados não terminam. A limpeza do corpo e das patas ajuda a remover poeira, resíduos e possíveis agentes irritantes. Após a exposição ao sol, produtos hidratantes e calmantes auxiliam na recuperação da pele e das patinhas.


Observar o comportamento do animal nas horas seguintes também é fundamental. Mudanças persistentes, como vermelhidão na pele, lambedura excessiva ou coceira intensa, merecem avaliação veterinária.


Folia com consciência
Levar os cães para o Carnaval pode ser uma experiência positiva quando feita com planejamento, informação e respeito aos limites do animal. A festa passa rápido, mas os impactos na saúde podem durar mais tempo quando os cuidados são negligenciados.


Incluir o pet na folia também significa protegê-lo. E, no ritmo do Carnaval, esse cuidado faz toda a diferença para que a alegria não vire problema.



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