É sabido que o ano de transição entre a escola e a universidade é um dos mais desafiadores tanto para alunos, quanto para pais e professores sobre vários aspectos, por isso, ouvimos um adolescente de 17 anos cursando o 3º ano do Ensino Médio, Gabriel Rasina Reuther e sua mãe, Cátia Rasina, sobre como têm enfrentando as dificuldades que lhes vêm sendo apresentadas.
O que pensa um aluno da 3ª série do ensino médio
Segundo Gabriel, as grandes dificuldades do 3º ano são as matérias novas, com grande volume de material a ser absorvido e a complexidade dos exercícios, além da eterna dúvida sobre o que você quer ou não para seu futuro. Ele acredita que os jovens de 16/17 nos não estão totalmente aptos a escolher, com certeza, a profissão certa para as suas vidas. Alguns colégios, ressalta, possuem ferramentas e materiais com ajuda de psicólogos para auxiliar na escolha, porém não são todos. Segundo ele, todas as opções possuem um lugar na cabeça dos adolescentes, mas com certeza a ansiedade de não saber se sua escolha foi a mais adequada e se terá nota suficiente para cursar a faculdade escolhida são dúvidas constantes em seus cotidianos. Outro problema citado é o desafio em focar a despeito da distração causada pelas amizades.
Sua dica é começar a estudar o mais cedo possível, pois o 3º ano do ensino médio é muito complicado e desgasta muito o psicológico do aluno, com grandes exigências. Uma boa noite de sono, beber água, estar preparado para as provas e comer algo durante as mesmas, sempre auxiliam muito, ajudando ao controle e à memória e garantindo melhores resultados.
O que pensa a mãe
Pelo lado dos pais, “o mais difícil é definir limites apropriados e lidar com as influências externas e diferentes daquelas que nossos filhos experimentam no convívio familiar.”, expõe Cátia Rasina. Saber lidar com a pressão diária dos horários mais rígidos e também com a pressão dos colegas, o desempenho na escola e até a saúde mental dos filhos são outros fatores de preocupação, acrescenta. Nesse sentido, sugere, vale encorajar uma rotina saudável que inclua descanso adequado, lazer e atividades físicas já que estas ajudam a manter o equilíbrio emocional e físico.
As muitas atividades extras, conta-nos Cátia, dificultam um pouco mais o convívio dos jovens com os familiares nesse período. “Mas precisamos deixar cada dia mais claro que a união e a compreensão mútua fortalecem os laços familiares, criando um ambiente baseado na confiança e respeito.” Embora sejam muitos os desafios, é uma fase repleta de oportunidades para o crescimento pessoal e familiar, acrescenta. Reconhecer a importância dessa etapa de desenvolvimento e adotar estratégias de apoio eficazes pode transformar potenciais dificuldades em experiências enriquecedoras para pais e filhos, conclui.
A educação tem sentido porque mulheres e homens aprenderam que é aprendendo que se fazem e refazem, dizia o filósofo e educador Paulo Freire que acreditava, também, que “ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos.“ Sigamos, pois, tais conceitos, lembrando-nos sempre da importância, todavia, de escutarmos todos os lados das questões que vão aparecendo ao longo desta caminhada que é única, mas, não necessariamente decisiva. O peso da necessidade de aos 16, 17 anos ser traçado o futuro, com total assertividade é grande demais para ombros ainda frágeis. Quantos de nós já não mudamos mais de uma vez nossas opções profissionais ao longo da vida? E nem é uma questão de achar que se perdeu tempo cursando ou tentando trabalhar com algo que não era exatamente o que queríamos, já que tudo soma. Tudo é aprendizado. Tudo é preparação do solo para a verdadeira colheita futura. Que venham pois, os frutos, na hora certa da melhor safra.
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