“Além disso, apresentam menor teor de gorduras — geralmente abaixo de 5% da composição —, sendo uma ótima opção para quem busca perda de peso. Ao mesmo tempo, são ricos em gorduras saudáveis, como o ômega 3 e em selênio, um poderoso antioxidante que contribui para a saúde cerebral, cognitiva e cardiovascular. Outro destaque é a presença de vitamina D, importante na prevenção da osteoporose”, observa.
A professora de Nutrição da Estácio destaca ainda que os peixes mais nutritivos e com maiores concentrações de antioxidantes e ômega 3 são aqueles com bom teor de gorduras saudáveis, como salmão, atum, sardinha e arenque. “O ideal é consumi-los duas a três vezes por semana, intercalando com peixes mais magros — especialmente para quem busca perder peso —, como tilápia, linguado, badejo, bacalhau, dourado e garoupa.”
Atenção na hora de comprar peixes
Para quem ainda não sabe escolher o peixe na hora da compra, a nutricionista ressalta que as principais características a serem observadas são: os olhos precisam estar cristalinos, salientes e brilhantes; as guelras em tom vermelho vivo ou rosado, odor suave de mar, carne firme — que retorna ao formato ao ser pressionada — e escamas úmidas, reluzentes e bem aderidas à pele.
Ela acrescenta que o cheiro também é um indicativo importante da qualidade. “O odor deve ser suave, nunca semelhante ao de amônia. Se o consumidor for comprar peixe em postas, pode solicitar o peixe inteiro para avaliar melhor as características e pedir que seja limpo e cortado na hora”, aconselha a mestre e doutoranda em Saúde Coletiva.
Para quem prefere comprar peixes congelados, a dica da nutricionista é verificar se a embalagem está intacta, sem furos ou rasgos, além de observar a presença excessiva de cristais de gelo, coloração irregular, manchas escuras ou acúmulo de água — fatores que podem indicar variações de temperatura.
Na hora do preparo, higiene também é importante
A escolha da forma de preparo varia conforme a preferência, mas Juliana recomenda optar por preparações cozidas, assadas ou grelhadas, por contribuírem para a redução do teor de gorduras, principalmente as saturadas.
Já sobre a higiene na hora do preparo, a nutricionista aponta algumas dicas importantes:
- Lavar as mãos antes e após a manipulação;
- Evitar lavar o peixe, para não espalhar bactérias pelo ambiente (exceto no caso de peixe inteiro, que deve ser limpo no momento da abertura). Se necessário, secar os filés com papel toalha;
- Manipular em superfícies não porosas (como inox ou granito) e utilizar tábuas e facas exclusivas para carnes cruas, higienizando tudo com água, sabão e solução clorada após o uso;
- Manter os peixes sob refrigeração até o momento do preparo;
- Evitar o contato do peixe cru com alimentos prontos para consumo, como verduras e legumes.
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