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Cultura e Entretenimento, por Edgar Borges | Sexta-feira

Liga da Justiça de Zack Snyder - Crítica

Por Edgar Borges, Agenda News

Publicado em 19/03/2021 22h30

Liga da Justiça de Zack Snyder - Crítica Liga da Justiça - Divulgação
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De uma coisa os fãs podem ter certeza; a versão definitiva do diretor Zack Snyder sobre o panteão de heróis da DC Comics, iniciada em Homem de Aço (2013), seguida por Batman V Superman - A origem da justiça (2016), é diferente do que o que nos foi apresentado em 2017.

 

Para começar, a história, que é a sequência imediata do longa de 2016, aborda de forma mais intimista, o arco dos novos integrantes, Flash, Cyborg e Aquaman, rastreados por Batman e Mulher Maravilha, como forma de criarem uma equipe de proteção para o mundo, após a morte do Super Homem.

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Antes, sem espaço na versão apressada e feita à toque de caixa pelo diretor Joss Whedon (Vingadores 1 e 2, Buffy, a caça vampiros), o trio de novatos mostra que, sim, Snyder sabia a importância e a direção que os personagens teriam em sua obra, mas que foram deixadas de lado no produto prévio.

 

Justiça, paciência e recompensa

Quando vimos o filme em 2017, todos sabíamos que faltava algo no longa, que parecia sem sentido, indo de atuações quase que mecânicas e sequências entregues pela metade, à personagens fora do tom. Exemplos disso, foram o Batman piadista de Ben Affleck, chegando ao vilão malfeito, Lobo da Estepe, que mais parecia-se mais com um brinquedo da 25 de Março.

 

O jogo não apenas virou para estes personagens, que ganharam melhores aproveitamentos no enredo, mas como trouxe uma camada extra na nova versão, ainda que, alguns deles tenham tido seus tempos de tela consideravelmente alterados, como a trindade original, Batman, Super Homem e Mulher Maravilha. Mais sobre adiante.

 

 Porém, voltemos ao outro trio, Flash, Cyborg e Aquaman, que obteve justiça, ao poder apresentar de forma decente, suas origens, angústias e razões para se unirem ao grupo, evidenciando o carisma e a presença de tela de Ray Fisher (Victor Stone/Cyborg),em sua tragédia pessoal, a inteligência de Barry Allen, com o romance que virá a despontar, e os dilemas reais de um relutante Arthur Curry, o Aquaman. Todos eles são personagens quase que novos sob as lentes de Snyder.

 

 O mesmo vale para o vilão Darkseid, e seu assecla, Lobo da Estepe, que possuem uma ligação antes inexplorada, fazendo com que suas motivações sejam não apenas ameaçadoras, mas, dão mais urgência à necessidade de se unir um grupo de resposta aos vilões.

 

Lirismo visual

A nova versão do filme, antes de mais nada, precisa e deve ser encarada como um exercício de compreensão pelo público, de alguém que superou uma tragédia familiar, para entregar a sua mais pura adoração pelo que faz, e naquilo que acredita.

 

Zack Snyder é capaz de nos fazer enxergar o sexteto da Liga da Justiça, como aquilo que são; deuses em suas formas mais cruas e brutas. No entanto, quando o faz escolhe ângulos e tomadas que retratam exatamente a distância destes mesmos heróis, com o mundo em que vivem. Vistos de baixo para cima, agigantados na tela, como entidades míticas, quase olímpicas, seu simbolismo frente os desafios nos traz esperança e otimismo.

 

Permeado de ação, coisa que Snyder valoriza, vide sua filmografia (300, Watchmen, Sucker Punch), Liga da Justiça não desaponta, sendo capaz, até, de nos surpreender. Principalmente, no último ato.

 

Vale lembrar, que estão presentes no longa, personagens ceifados, como o Caçador de Marte, e o Dr. Ryan Choi, que futuramente transforma-se no super heroi Átomo.

 

Uma vitória vazia - o que esta versão de Liga da Justiça significa?

A versão do diretor Zack Snyder é um triunfo para os fãs ardorosos da cultura pop, e o público em geral. Destaca o que o diretor têm de melhor, mesmo que expondo ainda, algumas de suas falhas mais comuns da carreira (estética de videoclipe e má construção de diálogo ou desenvolvimento de personagens), mas ao mesmo tempo, é capaz de passar uma borracha no que foi previamente mostrado de forma plena.

Terminando com uma cena que deixa o longa em suspense para o que seria um plano original de uma trilogia para este grupo, o "Snyderverso" começa e termina aqui mesmo, sendo este, o ponto alto da passagem do diretor pelo universo da DC Comics nas telonas, entregando um filme maduro sob muitos pontos de vista, com a certeza de que deixará saudades entre os fãs.

 

Lançado como a grande oferta do HBO Max, o longa merecia mais respeito e carinho, ao invés de um olhar como produto comercial.

 

Nota : 9,3



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